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Lisboa, 17 de março de 2021 - Devido à pandemia Covid-19, o anúncio do vencedor do concurso da árvore Europeia do ano foi realizado online pelo segundo ano consecutivo. A ordem final dos participantes, bem como o vídeo do anúncio, podem ser vistos em www.treeoftheyear.org.
Pela primeira vez, o prestigioso título de Árvore Europeia do Ano foi ganho por uma árvore de Espanha - uma Azinheira milenar de Lecina. De notar que, tal como em 2018 com o Sobreiro Assobiador, o público europeu manifestou o seu interesse pelas espécies típicas dos sistemas agro-florestais de Montado da Península Ibérica.

Sobre esta árvore, reza a lenda que houve tempos em que as bruxas povoavam a Serra da Guará, onde dançavam e festejavam em torno da Azinheira de Lecina. Mil anos depois, esta azinheira misteriosa é consagrada a Árvore Europeia do Ano 2021!
Com um recorde histórico de 104.264 votos, a Azinheira Milenar de Lecina, deixou os seus rivais bem para trás. Em 2º lugar ficou a Itália, com o Plátano de Curinga que obteve 78.210 votos. Em 3º lugar ficou o exótico candidato do Extremo Oriental europeu, Plátano Antigo, com 66.026 votos.
A árvore portuguesa, curiosamente também um plátano - o Plátano do Rossio, o Bem-Amado de Portalegre - ficou em 4º lugar com 37.410 votos! A UNAC, o organizador do concurso nacional congratula-se com a maior votação de sempre numa árvore portuguesa. A participação no concurso Árvore Europeia do Ano apresentou ao mundo este nosso magnífico exemplar vivo que representa a história e o património cultural da cidade de Portalegre.
No total, contabilizaram-se este ano, 604.544 votos, mais do dobro do ano passado!

Conheça o documento na íntegra aqui.

 

25 de fevereiro de 2021 – Equipa multidisciplinar do Instituto Superior Técnico e da UNAC – União da Floresta Mediterrânica, apresentou hoje os resultados finais do projecto ECOPOL em webinar que ultrapassou os 255 participantes.

O projecto ECOPOL - Internalização da Narrativa Funcional do Montado na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas de Desenvolvimento Rural, conseguiu quantificar economicamente três serviços de ecossistema providenciados pelo Montado: sequestro de carbono, conservação do solo e a retenção de nutrientes. Determinando que a perda dos mesmos por abandono representa uma perda anual de 194€/ha no caso dos montados de sobro e de 112€/ha no caso dos montados de azinho. No cenário alternativo de intensificação destes sistemas agro-florestais, nomeadamente por aumento excessivo do encabeçamento pecuário, a perda anual calculada ascende a 338€/ha no montado de sobro e a 256€/ha, no de azinho. Entre outros, os montados prestam pelo menos mais 6 serviços relevantes: regulação do balanço hídrico, biodiversidade funcional, biodiversidade emblemática, redução do risco de incêndio, polinização e valor cénico da paisagem, para os quais apenas foi possível fazer uma análise qualitativa. A resiliência dos montados, pode ser potenciada pela remuneração destes serviços de ecossistema.
Estando parcialmente quantificadas as mais valias ambientais destes sistemas, urge criar as ferramentas necessárias de incorporação destas externalidades na economia da actividade, dado que a Sociedade usufrui diariamente destes benefícios sem qualquer custo associado.
Com base nestes resultados, foram propostos dois modelos de remuneração dos serviços de ecossistemas: um eco-regime, novo mecanismo previsto na PAC 2021-2027, e um compromisso ambiental e climático. Em ambos os casos, há compromissos de boas práticas com base científica relevante, assumidos pelos produtores florestais na gestão dos montados.
Os montados representam 33% da floresta nacional, num território fortemente condicionado na sua gestão, nomeadamente pelo risco de desertificação decorrente das alterações climáticas, ao qual o sobreiro e a azinheira têm demonstrado grande adaptação e resiliência, com a manutenção das suas áreas de ocupação estáveis nas últimas décadas. A reduzida regeneração natural destes espaços agro-florestais e a sua perda de densidade, dois dos seus principais problemas, serão contrariados pelas medidas de gestão propostas.

Consulte o Relatório do Projeto e a Ficha técnica.

Press Release completo aqui.

A UNAC tinha proposto na análise ao Plano Costa e Silva que o esforço dedicado às florestas fosse direcionado a quatro vertentes:

  • Faixas Estratégicas de Gestão
  • Reforço do Regadio
  • Programa Conhecimento
  • Programa de Divulgação/Extensão

Deixando de fora o regadio, mas fazendo já uma nota de enfâse na referência que a componente 8 - Florestas faz à importância da multifuncionalidade, onde os sistemas agro-florestais e o regadio são os dois pilares estruturantes da resiliência do mosaico rural que integra a floresta. É com esperança que vemos o espírito das nossas preocupações vertidas na letra do Plano de Recuperação e Resiliência.

O direcionar das componentes de obra destes investimentos a uma intervenção de urgência nos territórios mais vulneráveis em termos de risco de incêndio, no Centro Interior e no Algarve, é totalmente justificável e de enorme urgência e necessidade.

No entanto, a mesma terá de ser complementada por instrumentos de política que no próximo quadro de programação garantam que o PEPAC assegura que outras debilidades estruturais dos espaços florestais, nomeadamente a perda de produtividade e o risco de pragas e doenças, não ficam em segundo plano.

Leia a notícia na íntegra aqui. Consulte ainda a apresentação aqui.

Já se encontram disponíveis o programa e as inscrições para o Webinar Serviços de Ecossistema dos Montados na nova PAC do Projeto ECOPOL.

Consulte aqui o programa

capa ECOPOL REDESSOCIAIS SITE

Lisboa, 1 de fevereiro de 2021 – Entre 1 e 28 de fevereiro decorrem as votações para o Concurso Europeu Tree of the year 2021.

O concurso europeu é uma final constituída pelos vencedores do concurso nacional de cada país, estando Portugal representado pelo Plátano do Rossio de Portalegre, vencedor do concurso Árvore do Ano no nosso país.

Temos o prazer de anunciar que 14 dos 16 países participantes, concluíram com sucesso o seu concurso nacional apesar de todas as restrições da pandemia, podendo votar nestes concorrentes em treeoftheyear.org/vote

Embora seja possível votar na sua árvore preferida até 28 de fevereiro, as votações do concurso da Árvore do Ano tornar-se-ão secretas de 22 a 28 de fevereiro. Desta forma, os apoiantes não conhecerão o vencedor até ao anúncio final. Os vencedores serão anunciados na cerimónia de premiação on-line, a 17 de março, durante a conferência “Plantando para o Futuro: 3 mil milhões de árvores na Europa“.

Em 2021, as árvores concorrentes são verdadeiros marcos históricos de cada país, o nosso Plátano do Rossio em Portalegre é um dos maiores plátanos da Península Ibérica. De porte majestoso, guarda em si, nas suas longas e robustas pernadas, anos e anos de memórias coletivas e segredos infindáveis. Há muito que é lugar de encontros e reencontros, e ali nasceram clubes, associações e bandas filarmónicas.

Para votar: www.treeoftheyear.org/vote

Regras de votação

  • Cada votante só pode votar uma vez (com cada e-mail)
  • Seleciona duas árvores para a Árvore Europeia do Ano
  • Clique em VAMOS VOTAR
  • Confirme o voto utilizando o seu e-mail
  • Valide através de um link que lhe é enviado para o respetivo e-mail.

Solicitamos que verifique a sua caixa de entrada / Spam / Publicidade não solicitada. Caso não tenha recebido nenhum e-mail do endereço Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar., mas for sua vontade validar o seu voto, por favor entre em contacto com a UNAC, através do e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Documento na íntegra aqui

Lisboa, 15 de dezembro de 2020 – Em plena campanha de colheita da pinha decorreu ontem o webinar da Ciência à Aplicação “Pinha e Pinhão – Desafios e Oportunidades”, organizado pelo Centro de Estudos Florestais do ISA, pela UNAC e pelo INIAV, ao abrigo do projeto internacional de transferência de conhecimento INCREDIBLE e do grupo operacional FERTIPINEA, com o qual se pretende estabelecer recomendações de fertilização racional para o pinheiro-manso. Contou com a participação de oradores nacionais sobre as fileiras do pinhão, da amêndoa e da castanha numa procura de sinergias entre estas para salvaguardar o valor acrescentado destes frutos secos.

Assistiram 114 participantes, entre produtores florestais, estudantes, empresários, técnicos, investigadores, professores, entre outros.

Foram abordados temas de grande relevância para o setor em questão, tais como o regime jurídico da pinha, a certificação florestal e a cadeia de valor, enquanto aspetos de valorização da fileira da pinha e do pinhão. Nas comunicações dedicadas à amêndoa e à castanha, ficaram patentes os significativos avanços tecnológicos destas fileiras e que permitiram aumentos de produtividade e alternativas de processamento e conservação que potenciam o aproveitamento destes frutos secos e novas oportunidades de mercado.

Como principais conclusões deste seminário, salientam-se:
• a importância da existência do regime jurídico da pinha de pinheiro-manso na monitorização da atividade dos operadores desde a colheita até à transformação, com vista à transparência e melhoria do processo produtivo;
• a certificação florestal do pinhal-manso no apoio à cadeia de valor da pinha e do pinhão, embora no mercado deste produto ainda não seja valorizado o pinhão certificado;
• a necessidade de um marketing positivo do pinhão enquanto produto benéfico para a saúde humana, tal como a amêndoa;
• a implementação de tecnologia para potenciar a produção, sendo de destacar a rega e a fertilização mas também para melhorar as condições de colheita, nomeadamente através da apanha mecânica;
• a experiência positiva de se ter conseguido reunir os diversos agentes da fileira da castanha com um propósito comum de valorizar o produto nacional e internacionalmente, estratégia que se poderá ajustar ao caso da pinha e do pinhão.

Da informação transmitida e das respostas às questões colocadas comprova-se que o pinhão é um produto com elevado valor acrescentado, e o pinhal-manso uma espécie com forte potencial de expansão no nosso país. Todavia, a fileira carece de uma gestão mais estruturada, onde se fomente a transparência e a colaboração entre todos os agentes, com diminuição da economia informal e dos furtos, existindo aqui uma janela de oportunidade para potenciar as experiências positivas de outras fileiras de frutos secos de sucesso em Portugal e através de investimentos I&D+i para se atingirem os necessários avanços tecnológicos.

Documento na íntegra aqui.

Pode assistir ao webinar no Youtube da UNAC.

Página do projecto INCREDIBLE e do Grupo Operacional Fertipinea.

 

Lisboa, 26 de novembro de 2020 – Foi hoje conhecido o vencedor do concurso nacional. Os portugueses escolhem o Plátano do Rossio como a Árvore Portuguesa do ano de 2021.

Plantado em 1838, o ex-libris de Portalegre ganhou o Concurso Árvore Portuguesa do ano 2021 com 2.401 votos, seguido da Oliveira de Mouchão, de Abrantes, que contou com 2.213
votos e da Schotia do Jardim Botânico da Ajuda, em Lisboa, com 1.883 votos.

O Plátano do Rossio é o maior plátano da Península Ibérica. De porte majestoso, guarda em si, nas suas longas e robustas pernadas, anos e anos de memórias coletivas e segredos
infindáveis. Há muito que é lugar de encontros e reencontros, e ali nasceram clubes, associações e bandas filarmónicas.

Não dá para ficar indiferente ao carinho especial que os portalegrenses sentem por este monumento vivo. De impressionante resiliência, continua a pasmar admiradores, a ouvir
desabafos de solitários e a inspirar artistas atendendo à sua singularidade estética, à sua importância botânica e comunitária.

Ao contrário do que aconteceu nas edições anteriores em que os Portugueses premiaram exemplares arbóreos característicos dos sistemas produtivos agro-florestais – os montados e os soutos, pela primeira vez neste concurso nacional foi eleita uma árvore ornamental, exótica em Portugal e que foi provavelmente introduzida por gregos ou romanos que a utilizavam devido à sua sombra.

O Plátano do Rossio é assim, o eleito para representar Portugal no concurso europeu Tree of the Year. Durante o mês de fevereiro de 2021, todos poderão escolher a sua árvore preferida a nível Europeu através de um sistema de votação on-line.

O público decidiu entre 10 árvores candidatas, num total de votos registados de 13.750.

Os resultados da votação foram:

  1. Plátano do Rossio | Portalegre
  2. Oliveira de Mouchão | Cascalhos, Mouriscas, Abrantes, Santarém
  3. Schotia do Jardim Botânico da Ajuda | Ajuda, Lisboa
  4. Bela sombra |Ílhavo, Aveiro
  5. O Bravo do Pinhal do Rei | São Pedro de Moel, Marinha Grande, Leiria
  6. Carvalho de Calvos | Calvos, Póvoa de Lanhoso, Braga
  7. Castanheiro de Guilhafonso | Guilhafonso, Pêra do Moço, Guarda
  8. Tulipeiro dos Biscainhos | Braga
  9. Freixo Duarte D' Armas | Freixo de Espada à Cinta, Bragança
  10. Tília do Solar dos Condes de Arnoso | Sameice, Seia, Guarda

As histórias das dez árvores nacionais a concurso encontram-se disponíveis em: https://portugal.treeoftheyear.eu.

Os resultados do concurso nacional encontram-se disponíveis em: http://portugal.treeoftheyear.eu/results.

Documento na íntegra aqui.

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Lisboa, 30 de outubro de 2020 – Iniciam-se hoje, pelas 15 horas as votações para eleger a árvore que representará Portugal na edição europeia do Tree of the Year 2021. Até ao dia 23 de novembro todos podem escolher a sua árvore favorita através de um sistema de votação online em https://portugal.treeoftheyear.eu/Vote.

As árvores portuguesas são motivo de orgulho deste concurso nas edições anteriores, contámos com um 1º lugar em 2018 com o “Sobreiro Assobiador”, um 3º lugar na edição de 2019 com a “Azinheira Secular do Monte do Barbeiro” e o ano passado, em 2020 o “Castanheiro de Vales” trouxe o 6º lugar para Portugal.

Este ano, o júri constituído pelo Dr. António Bagão Félix (autor do livro Trinta árvores), Eng.º Rui Queirós (ICNF – processos de classificação de Arvoredo de interesse público) e Eng.º António Gonçalves Ferreira (Presidente da Direção da UNAC), selecionou, entre as 34 candidaturas recebidas, 10 árvores portuguesas que estão agora para votação online.
Este período de votação online decorrerá entre os dias 30 de outubro e 23 de novembro, até às 23h59. O anúncio do vencedor será no dia 26 de novembro 2020.

A essência deste concurso dinâmico é destacar a importância das árvores na herança cultural e ambiental da Europa, e também dinamizar a ligação da sociedade às árvores que, quer isoladas nos espaços urbanos, quer em conjunto nos jardins e espaços florestais, promovem outras funções como a conservação do solo, o sequestro de carbono e a regulação do ciclo da água, bem como a produção sustentável de bens necessários a todos: madeira, cortiça, papel, produtos cárnicos, cogumelos, frutos secos, plantas aromáticas e medicinais.

Pode ver as histórias das dez árvores a concurso e votar em: https://portugal.treeoftheyear.eu/Vote.

Consulte as regras de votação.

Documento na íntegra disponivel aqui.


29 de outubro de 2020, Coruche – No âmbito do projecto ECOPOL - Internalização da narrativa funcional do Montado na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas de Desenvolvimento Rural, reuniram hoje no Observatório do Sobreiro e da Cortiça em Coruche, representantes de 12 entidades da Administração Central e Regional e um conjunto alargado de produtores agroflorestais dos montados de sobro e azinho para discutirem os modelos de integração das medidas climáticas e ambientais da nova PAC.

Numa sessão muito participada dos Grupos Focais do projecto ECOPOL, financiado pela Rede Rural Nacional, foram apresentados os resultados deste projecto que teve por objectivos a identificação dos serviços de ecossistema providenciados pelo Montado e a sua valorização económica, de acordo com os resultados científicos disponíveis e já publicados, tendo por visão final apoiar a formulação das medidas de remuneração dos serviços de ecossistema previstas para a próxima PAC 2021-2027.

Esta iniciativa está alinhada com outros projectos similares a decorrer na União Europeia para quantificação dos Serviços de Ecossistema dos vários tipos de floresta e do seu importante contributo para o sequestro de carbono e para a conservação da biodiversidade, previstos no Pacto Ecológico e na Estratégia Europeia para a Biodiversidade, tendo a UNAC participado ontem na conferência final do projecto europeu InnoForESt, onde defendeu a relevância dos sistemas agroflorestais e a necessária diferenciação de serviços associados a estes sistemas cuja génese é multifuncional e onde a produção não se esgota na componente lenhosa como acontece noutras florestas.

Como principais conclusões dos grupos focais, salienta-se:
• a solidez da abordagem e da justificação científica e metodológica, que permite alicerçar futuras decisões no âmbito dos programas de financiamento;
• a importância da abordagem à escala da paisagem evitando a compartimentação e pulverização de áreas;
• a necessidade de uma maior clarificação das normas técnicas de produção nos sistemas agro florestais de montado e da incorporação das mesmas na arquitectura das medidas da PAC pós 2020.

A existência desta informação estruturada e consolidada permitirá estabelecer objectivos razoáveis em termos de remuneração dos serviços prestados à sociedade pelos montados, os quais têm necessariamente de estar ajustados com os ciclos naturais das espécies, que neste caso são de centenas de anos. A dimensão humana da gestão e a percepção da sociedade sobre estas florestas conduz algumas vezes a visões redutoras e simplificadoras destes ciclos, inviabilizando a sustentabilidade destes ecossistemas e das componentes naturais e sociais que lhe estão associadas. A salvaguarda dos mesmos no longo prazo deve ser recompensada pelos instrumentos disponíveis pois só esses podem potenciar e complementar os investimentos privados que as trouxeram até ao dia de hoje.

Documento na íntegra aqui.

Página do projecto.

 

14 de outubro de 2020, Lisboa – Grupo operacional dedicado ao estudo das pragas e doenças em pinheiro manso, reuniu hoje em sessão on-line mais de 180 participantes para conhecer o impacto destes agentes e das alterações climáticas na produção de pinha.

O Grupo Operacional + Pinhão, estuda desde 2018 as pragas e doenças mais relevantes em termos da perda de produtividade do pinhal manso, espécie que representa mais de 193.000 ha da floresta portuguesa e cuja valorização assenta na produção de pinhão mediterrâneo através de sistemas agro-florestais.
Numa plateia virtual constituída por investigadores, produtores e técnicos florestais, as conclusões são bastante motivadoras para este sector que tem visto aumentar o investimento em novas áreas na última década, apesar dos possíveis constrangimentos da introdução de pragas e das alterações climáticas.

Numa plateia virtual constituída por investigadores, produtores e técnicos florestais, as conclusões são bastante motivadoras para este sector que tem visto aumentar o investimento em novas áreas na última década, apesar dos possíveis constrangimentos da introdução de pragas e das alterações climáticas.
A principal praga exótica e ameaçadora do mercado nos últimos anos, o sugador das pinhas, tem visto os seus níveis populacionais decrescerem e os estudos incidem agora nos meios de monitorização e mitigação da sua presença. Das pragas clássicas das pinhas de pinheiro manso, a lagarta da pinha poderá muito brevemente ter uma forma de monitorização e controlo das populações através de armadilhas específicas para captura destes insectos, diminuindo o dano que provocam e a perda de pinhão. Também o gorgulho da pinha tem tido uma redução em termos de presença, sem que se conheça ainda as razões que estão associadas a esta evolução benéfica para a produção.

Com tendência menos favorável, mas também com menor impacto em termos da pinha, tem-se verificado um aumento em número e diversidade dos fungos com efeitos nefastos no crescimento do pinheiro manso e consequentemente na sua produtividade. Muitos destes fungos foram ainda recentemente identificados em Portugal, pelo que serão necessários mais anos de estudo para aprofundar o conhecimento sobre os mesmos e a pesquisa de meios de mitigação.

Não esquecendo que as alterações climáticas são determinantes em termos da presença e evolução das principais pragas e doenças, estas têm também um efeito no desenvolvimento do pinheiro manso, nomeadamente na sua floração e frutificação. O aumento do número de dias com temperaturas muito elevadas pode ser determinante na mortalidade das pinhas que crescem no pinheiro ao longo de três anos até ao momento da colheita e a irregularidade sazonal da precipitação poderá ter consequências não só em termos da abundância e sobrevivência das flores e dos frutos, mas também em termos da sua dimensão para colheita.

A sessão foi registada on-line encontrando-se disponível no Youtube da UNAC. 

PARA MAIS INFORMAÇÕES: CONCEIÇÃO SANTOS SILVA | 934 306 579 | WWW.UNAC.PT

Documento na íntegra disponível aqui.

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