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NOTÍCIAS

PRESS RELEASE

 

FLORESTA CONTINUA EM SEGUNDO PLANO NO DEBATE POLÍTICO, QUANDO O TEMA É O ESPAÇO RURAL E A AGRICULTURA

 

5 de setembro de 2019, Lisboa – No debate que teve lugar hoje na CAP – Confederação de Agricultores de Portugal, com os deputados Patrícia Fonseca (CDS), Lima Costa (PSD) e Luís Vieira (PS) não foram esquecidas as problemáticas florestais, apesar da discussão ter decorrido essencialmente em redor da agricultura.

Questionados sobre a actual responsabilização dos proprietários florestais privados na defesa da floresta contra incêndios em redor das áreas urbanas, as respostas não se ficaram por esta temática e as seguintes propostas foram salientadas como relevantes para o sector:

          “…a criação de um apoio forfetário para acções de limpeza da floresta, condicionado à entrega da biomassa produzida em centrais de biomassa”

          “….Plano poupança floresta e um Visto florestal para investimentos superiores a 250.000€ como acontece noutros sectores…”

               Luís Vieira, Deputado do PS

          “Não temos medo das espécies de crescimento rápido, pois a actual legislação penaliza fortemente o sector e o interior do País, com a proibição da plantação do eucalipto e com a transferência de direitos de plantação do interior para o litoral”

          “Promoveremos a plantação de espécies florestais rentáveis, incluindo as de crescimento rápido, as quais não são incompatíveis com a conservação, que pode ser assegurada com a plantação conjunta de espécies autóctones, representando 20% da área, promovendo a compartimentação e desta forma o rendimento florestal e a defesa da floresta contra incêndios”

          “Redireccionar o FFP – Fundo Florestal Permanente para os proprietários privados em vez de alavancar a Administração pública e o PDR ….”

               Lima Costa, Deputado do PSD

          “…foi o urbano que cresceu para a floresta e não o contrário, pelo que é injusta esta responsabilização dos proprietários privados”

          “Defendemos a manutenção de modelos já existentes e que funcionam, como as Zonas de Intervenção Florestal ao invés das Entidades de Gestão Florestal, cujos pressupostos não acautelam a promoção de uma gestão conjunta.”

          “Assegurar o acesso da Floresta, e dos proprietários florestais ao Fundo Ambiental, pela relevância que este sector tem no Roteiro da Neutralidade Carbónica, e com provas dadas em programas anteriores em termos da instalação de pastagens permanentes e de técnicas de controlo da vegetação com efeitos diretos no sequestro de carbono”

               Patrícia Fonseca, Deputada do CDS

 

A UNAC sempre defendeu que a manutenção das áreas florestais confinantes com as áreas urbanas não pode ser imputada aos proprietários privados, devendo ser criadas condições para o ressarcimento dos custos decorrentes da intervenção anual nas faixas estratégicas de defesa das populações e mecanismos de redistribuição de responsabilidades e receitas pela substituição de espécies florestais de maior risco de incêndios por outras mais resilientes nas periferias dos aglomerados urbanos e das edificações rurais dispersas.

Para mais Informações: CONCEIÇÃO SANTOS SILVA | 934 306 579 | www.unac.pt

Documento na íntegra.

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